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Tópicos simples para se foder menos em relações

charme

Quantas de nossas decepções poderiam ser evitadas apenas com bom senso? Está aí uma pergunta que eu sempre me faço quando me decepciono com algo ou alguém. E eu sempre percebo que me faltou algum tipo de confiança na minha própria intuição. Tenho a nítida impressão que existe sempre um alerta no fundo da mente quando algo não está certo, e na maior parte das vezes que ignoramos este alerta, nós nos decepcionamos. Analisando sinceramente, poucas vezes eu fui realmente supreendida por uma decepção. Eu sempre estou torcendo para uma “zebra” ou algo do tipo, mas só o fato de torcer para uma mudança radical das circunstâncias é prova de que eu sabia que a probabilidade estava contra meus desejos.

Essa introdução não parece ter muito a ver com o assunto do texto, eu sei. Só que ela tem tudo a ver. Eu ouço por todos os lados que está difícil se relacionar, no aspecto romântico, com homens da minha geração. Então eu venho aqui prestar um serviço de utilidade pública, com a minha autoridade nula, mas muita boa vontade.

  1. Saiba o que você quer.

Eu não estou falando de fazer um checklist para ver o alvo da vez. Eu estou falando do que você quer para a vida, para o momento ou para a noite. É importante você saber quais são as expectativas que você tem para você mesma antes de colocá-las em outra pessoa. Se conheça o suficiente para conseguir listar mentalmente quais são seus deal breakers, o que você não abre mão e o que você está disposta a ceder. Respeite as suas vontades antes de pensar em qualquer outra coisa.

  1. Saiba o que você não quer

Parece óbvio, mas alguém colocou na cabeça das mulheres que existe em nós um super poder de mudar homens. Não existe. Desencana. É SÉRIO. Não abra mão do que você considera importante por ninguém e não ceda no que não pode ceder. Isso só vai te fazer mal e você pode acabar se colocando numa situação sofrida que poderia ser evitada apenas com uma boa dose de autoconhecimento. Então se você não gosta de sexo sem intimidade, por mais gato que o cara seja, ou inteligente, ou gente boa, ou seja lá qual for a característica que gerou a atração, não se force a ter sexo sem intimidade com essa pessoa. Se você não quer ter um relacionamento sério e o príncipe encantado da disney apacereu te enchendo de flores e chocolates, não aceite algo que você não quer por comodidade ou medo de não encontrar alguém assim no futuro.

  1. Deixe as cartas na mesa

Acho que essa é uma das partes mais difíceis já que ela tem o probleminha da vulnerabilidade. E eu sei que é o terror mostrar vulnerabilidade para fora. Já é difícil lidar com vulnerabilidade para dentro. Deixar as cartas na mesa nada mais é do que ser honesta com a pessoa com quem você está se relacionando ou quer se relacionar. O que você quer da pessoa e o que espera de volta. Claro que se espera que a pessoa faça o mesmo por você. Às vezes não é o que acontece, porque algumas pessoas tem medo disso ou mentem para conseguirem o que querem. Estou contando com o cenário em que vocês não sejam desse grupo de pessoas. ISSO É MUITO CUZÃO E MUITO DESNECESSÁRIO.

Ainda assim, considerando a possibilidade de desonestidade do outro lado, ouça a voz da sua intuição aí no fundo da sua cabeça, porque ela provavelmente vai estar correta.

  1. Alinhar as expectativas

Agora você sabe o que você quer, o que você não quer e o que a outra pessoa está disposta a te oferecer. Aplique aqui o mesmo conceito de honestidade e a convicção de que você não é capaz de mudar o pacote que a outra pessoa está disposta a te oferecer. Nesse momento vocês provavelmente já tem algum nível de envolvimento (a linha do tempo desse envolvimento pode ter durado 30 minutos ou 3 meses, mas estou mais ou menos no momento em que você decide se vai dar continuidade ao flerte ou não), e você tem o poder de escolha. Use-o. Se qualquer das condições irrevogáveis do tópico 1 e 2 não forem atendidas, encerre por aí. Caso contrário, vai com fé e alegria.

  1. Suas condições mudaram

Vamos supor que você tenha iniciado um lance casual com alguém, e seguiu todos os passos para formar a sua convicção de que não ia se foder. Seria lindo se tudo fosse preto e branco, mas não é o caso. Você se apaixonou. Pânico, certo? Não. Primeiro, eu acho que é uma tosqueira sem fim fazer planos para “conquistar” a pessoa, ou tentar ir se moldando a uma situação que não é mais confortável para você. O que se prova mais eficaz em uma situação dessas é abrir o jogo com o ser humano em questão, da forma mais honesta possível. Deixa de lado qualquer medo de solidão (aliás, se você tiver esse medo, trate de ficar sozinho por um tempo, é a melhor coisa que você pode fazer por você) e fala. Pessoalmente, de preferência, o whatsaap tá cagando muita relação com potencial por aí. Fala, se declara, solta a franga.

A pessoa pode estar na mesma página, e você provavelmente já sabe e sente se ela está. E você também deve já saber e sentir se a pessoa não está alinhada, mas, por via das dúvidas e pela minha mania de torcer pela zebra, eu digo: conte tudo.

Se vocês estiverem desalinhados, encerre por aí. NÃO CONTINUE NUMA RELAÇÃO QUE NÃO ESTÁ CONFORTÁVEL POR AMOR, PAIXÃO, CEGUEIRA, OU O QUE SEJA.

Me escuta, vem com a tia.

Se vocês estiverem desalinhados faz o seguinte: uma garrafa de chardonnay ou pinot noir, uma panela de brigadeiro, uma caixinha de lenços, o CD novo da Adele. Chame uma ou duas amigas próximas e ficará curada.

Por outro lado, o príncipe encantado pode estar dando no seu saco e você não quer mais viver feliz para sempre com ele. Mesma regra se aplica, abra o jogo com honestidade. Não é bonito deixar as pessoas falando sozinhas ou desaparecer do nada. É covarde e desrespeitoso com os sentimentos alheios. Tenho certeza que você é do bem, então você senta e abre o jogo com o indivíduo. Não use ele para afagar seu ego depois, por que isso é cuzão também. Apenas larga o osso.

É possível também que o príncipe encantado ou lance tenha sumido no mundo do nada. Não se descabele, as pessoas conseguem ser podres. Suba dois parágrafos, e siga a mesma receita. E se ele vier com um “oi sumida” mande ele para a puta que pariu. Gente covarde não merece nem remember. #pas.

Escrito por Carol Marques

Carol não gosta de falar de si na terceira pessoa, mas uma bio (aparentemente) exige isso. Direto na jugular, sem filtro, riso fácil e romântica cética incurável. Advogada, filósofa de bar e psicóloga chinfrin de qualquer pessoa que peça um conselho. Tem mania de analisar tudo e não chegar à nenhuma conclusão. O preço de sua afeição é medido em cerveja, coxinha e hambúrguer. #pas

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