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Sorriso

Sobre perder o medo da doçura da vida

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Um sorriso se abriu hoje quando ouvi sua voz.

Foi aquele sorriso tímido e puro, aquele que nasce no  canto da boca e não dá pra conter. Ouvi um sorriso espelhado no meu do outro lado da linha. No diálogo eu contenho minha alegria para não te espantar, mas aqui desse lado ela transborda e quase sai pelos meus poros. Difícil é escrever sobre esse sentimento bom que você me dá, com uma simples ligação. É difícil escrever sobre alegria.

Significa tanto para mim que até me dá medo de significar demais, só que no meio do nosso riso tonto eu não consegui espaço para colocar o meu medo, ele não tem muito sucesso em se acomodar na nossa conversa de tom descontraído, mas que faz meu coração vibrar de um jeito tão antigo e novo, familiar e estreante. Meus sorrisos se ligam na lembrança quentinha do seu olhar no meu.

Falamos sobre o dia chato, mas tudo o que eu consigo lembrar é do silêncio da pizzaria em que eu vi o seu sorriso se formar para mim. Aquele sorriso tinha sido meu e eu sabia, por que o lugar esvaziou de repente, como dizia o clichê. Queria falar algo sobre o que ele me fez sentir aqui dentro, mas nada descreveria com a mínima precisão minha fisiologia experimentando seu sorriso, então eu só sorri de volta. Aquele sorriso tímido e puro, que nasce no canto da boca.

Você me faz tão bem.

Escrito por Caroline Marques

Carol não gosta de falar de si na terceira pessoa, mas uma bio exige isso (aparentemente). Direto na jugular, sem filtro, riso fácil e romântica cética incurável. Advogada, filósofa de bar e psicóloga chinfrin de qualquer pessoa que peça um conselho. Tem mania de analisar tudo e não chegar à nenhuma conclusão. O preço da sua afeição é medido em cerveja, coxinha e hambúrguer. #pas

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