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Ressaca: a maldição do álcool

ressaca (2)

Beber é bom. Não, mentira. Beber é ótimo. Quando eu era adolescente achava o gosto de cerveja horrível. Whisky então… Achava que nunca iria beber. Quanta inocência. Cerveja é bom demais. Whisky é bom demais. Álcool é bom demais. Beber álcool é a forma mais rápida de socialização. A maioria das história começa com “eu estava tomando uma cerveja”. A leve sensação de torpor, a desinibição, o encorajamento. O problema é que todos bebem socialmente, só que esse pouco transformam as pessoas em outras, e essas sim bebem pra caralho. Admiro quem consegue beber só duas cervejas, só uma dose e parar por ali. Não eu. Não você. Bebemos muito! Enquanto não fazemos a décima terceira vaquinha pra comprar mais cerveja, não paramos de beber. Só que no dia seguinte, vem o terror do bebum profissional: a ressaca!

– Pois é, que porra é essa?

De uma forma geral, podemos definir a ressaca como um mal-estar generalizado provocado pelo excesso de ingestão de bebidas alcoólicas. O álcool, não importa o tipo da bebida, é o bem e o mau disfarçado. Os sintomas básicos são dor de cabeça, especialmente nas zonas da nuca, têmporas e testa, e sensação de cabeça pesada, hipersensibilidade à luz e ao barulho, sabor “estranho” e amargo na boca e sensação de relaxamento extrema (em que não adianta fazer nada, apenas fechar os olhos, quietos e deixar o tempo passar). No entanto, nem todas as pessoas tem problemas com ressaca. Uns são mais resistentes que os outros, em tudo, inclusive na bebida. Certamente você deve conhecer alguém que bebe igual um gambá e no dia seguinte está animadíssimo, pronto pra outra. Esse filho da puta é um profissional, nasceu com uma resistência maior que a sua. Não discuta, aceite! Apenas aceite! Enquanto outras pessoas bebem uma cerveja e já fica dando trabalho. Odeio gente assim. Mas enfim…

Em termos de funcionamento do organismo, a ressaca corresponde a um tipo de crise de abstinência. Como qualquer outra bebida ou alimento, o álcool é metabolizado e distribuído pela corrente sanguínea para todas as células do corpo. A sensação de embriaguez e relaxamento ocorre quando ele chega ao cérebro, corresponde ao momento da intoxicação. Sim, intoxicação! O corpo faz um enorme esforço para reagir a doses excessivas e quando o trabalho acaba, o fígado quer mais e entra numa espécie de depressão, desorganizando todo o metabolismo. O resultado é a ocorrência dos sintomas típicos da ressaca referidos anteriormente. Pode rir! Mas a merda é essa. Toda a culpa é do fígado. Você não é um(a) alcoólatra, seu fígado que não sabe a hora de parar. Quer sempre mais!

As dores de estômago ocorrem devido à agressão que o álcool provoca nas paredes do estômago e esôfago, principalmente da ingestão excessiva de bebidas destiladas como o Whisky, pinga, conhaque e vodka. Dependendo da gravidade essas lesões precisam de ser tratadas com medicamentos. Eis que entram as famosas receitas lendárias e os remédios mais convencionais que todos conhecem: engov, ranitidina, omeprazol, etc.

A manifestação da ressaca depende do tipo de bebida ingerida. Lógico que se você beber óleo diesel queimado sua ressaca vai ser mais intensa. Quanto maior o teor de álcool, maior a probabilidade intoxicação e ressaca. As bebidas destiladas entram com maior facilidade na corrente sanguínea, portanto estas são mais perigosas do que as fermentadas. O mal-estar depende diretamente da quantidade de bebida ingerida, embora cada corpo seja detentor dos seus próprios limites. Para quem nunca bebe, uma única bebida pode já ser excesso e as pessoas habituadas a beber são mais resistentes. É possível evitar a ressaca respeitando os seus limites. Aumente a tolerância fazendo com que o álcool entre mais lentamente na corrente sanguínea. A melhor forma é comer bem antes e quando estiver bebendo. Comer antes é fundamental, retarda o processo de embriaguez.

O melhor remédio pra evitar essa maldita é água! Quanto mais água melhor! Antes, durante e depois de beber. A água dilui o álcool e facilita o trabalho do fígado na eliminação das toxinas. Sim, do fígado. Aquele maldito alcoólatra!

Muitas pessoas tem a mania de tomar uma colher de azeite puro antes de começar a beber. Não resolve. O azeite é um alimento, portanto ajuda a retardar a entrada de álcool na corrente sanguínea, mas tomado puro pode provocar o enjoo. Use-o apenas como tempero ou parte de algum alimento, não vá beber essa porra achando que estará imune aos efeitos do álcool. Você vai é morrer, seu burro!

E aquela famosa “vou tomar uma pra rebater”? Ahhh, essa pode! Não só pode, como é um santo remédio. Um copo de cerveja no dia seguinte pode diminuir a ressaca, pois ajuda o fígado a se recompor e tem a vantagem de estimular o funcionamento dos rins, que expulsa as toxinas do organismo. Este processo funciona como recuperar um drogado administrando doses cada vez menores da mesma droga. No entanto, há quem não tolere o cheiro de álcool por algum tempo. Nesse caso, morra de ressaca!

Fumar piora a situação. O álcool e o fumo formam uma forte dupla em termos dos efeitos negativos na ressaca. Mesmo quem fuma regularmente, acaba aumentando a quantidade de cigarros quando está bebendo. A nicotina diminui a quantidade de oxigênio no sangue, logo a processo de intoxicação ocorre mais rapidamente.

Fume menos, coma antes e beba água, muita água! Mas muita água mesmo! Antes, durante e depois! Se for pego em cheio pela ressaca, tome um banho gelado, beba café e enfie a cara em aspirinas. E vá aprender a beber direito pra não se passar por amadores.

Escrito por Renatto Neves

O mais completo paradoxo perfeito. Sou o protótipo da confusão. Uma mistura sutil de valores que intrigam a todos, inclusive a mim. Dono de opinião e cabeça dura. Ouvido e ombro de várias amigas, o que me rendeu grandes conhecimentos no âmbito feminino, pronto pra ser despejado em caracteres.

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3 Comentários

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  1. Já descobri que tb existe ressaca de cigarros a alguns anos e quando volto de uma noitada, dia seguinte não consigo fumar, enjoo e sensação de mal eatar.

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