Share, , Google Plus, Pinterest,

Imprimir

Posted in:

RELAÇÕES DESCARTÁVEIS

-Ceder às tentações é um talento para os que gostam de viver.

couple-1834936_960_720

É boa, a sensação de nos sentirmos bem quistos por alguém. Ser o motivo para alguém sair mais cedo do trabalho, abrir mão de um jantar com a família ou uma cerveja com as amigas para passar um tempo conosco, fazendo o que quer que seja. A atenção que nos é dedicada por alguém satisfaz o nosso ego de uma forma sedutora e incansável. Talvez para a maioria.
Algo que, com certeza, todo mundo acaba encontrando na vida, são pessoas que não iniciam uma relação esperando que ela se desenvolva e venha a se tornar algo plena na vida das duas pessoas envolvidas. Muito pelo contrário. Há muitas pessoas que iniciam um “lance” já sabendo que aquilo não dará em nada. A partir disso, existem as pessoas que se magoam ao final de tudo, e as que sabem como a vida funciona e seguem adiante. E os motivos para isso raramente tem a ver com a falta de caráter, ou com a canalhice de algum dos envolvidos. Geralmente a pessoa só não quer se envolver, e não deveria ter nada de errado nisso, certo? Talvez a pessoa só queira estar com alguém para coisas divertidas e superficiais. Uma companhia pro bar, pro cinema, pra cama, pra academia… E logo mais, não marcar mais nada e cada um seguir o seu caminho.
Acabamos criando um preciosismo por nós mesmos (que é só prepotência, não amor próprio) e passamos a acreditar que merecemos ser tratados de forma especial por toda e qualquer pessoa que adentra o nosso mundo. Mas não. As pessoas são individualistas (e devem ser, como nós também devemos ser) e tendem a nos usar para depois, nos deixar de lado. A parte que muitas vezes não percebemos é que nós também fazemos isso. Quase que uma transação comercial, uma troca de serviços. Pois bem, tendo ciência disso, passa a ser mais fácil e até natural, aceitarmos que podemos ser sim, descartáveis para alguém, da mesma forma que também fazemos de outras pessoas algo descartável nas nossas vidas, dependendo do que cada uma delas tem a nos oferecer. Ninguém é obrigado a valorizar alguém que não se encaixa o suficiente a ponto de fazermos o nosso mundo girar em torno da pessoa, ao mesmo tempo que essa mesma pessoa tenha atributos que nos divirtam em alguns momentos. E ninguém é obrigado a abrir mão desse tipo de momento, também.
Aí vem os “moralistas humanizados” falando que quem usa outras pessoas são “monstros insensíveis”, “desvairados sem coração”, etc. Mas então, é proibido se divertir, mesmo que de forma honesta e sem más intenções? Deveríamos tornar tudo chato e até doloroso, buscando a todo custo não magoar ninguém, quando na verdade, deveria ser responsabilidade da pessoa, não se magoar? Escolhas…

*Ao som de John Garcia

Escrito por Herr Brandt

Um Ted Mosby, disfarçado de Barney Stinson.

54 posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *