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O certo e o errado

É errando que se aprende

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Embora o título desse artigo pareça um tanto quanto dúbio, contraditório, certo é que se trata de uma verdade patente, principalmente se aplicada ao ser humano.

Nós, seres racionais que somos, gostamos – ainda que relutemos contra – de “tachar” as pessoas. Sempre pensamos que sabemos o que é o certo, indicando o que seria o “errado”.
As mulheres costumam ser “vítimas” desse tipo de ação com uma frequência quase que rotineira: quando o assunto é casamento.

Se a mulher não namora, noiva e casa no tempo que os demais acham “correto”, começa a sofrer uma cobrança diária, “vai ficar para tia”, “nossa uma mulher tão linda como você sem namorado”, etc.

E não é só, como se cada uma das mulheres tivesse a obrigação de seguir um “rito social” para contrair matrimônio, as pessoas se acham no direito de cobrá-las disso.

Se isso já não fosse suficientemente constrangedor, as mulheres continuam sendo “cobradas”. Se ela já casou, teve uma lua de mel dos sonhos, mas não se mostra grávida, pronto. Já temos mais um motivo para que as cobranças comecem: “o herdeiro vai chegar quando?”.

Para não dizer que as cobranças pelo “certo” são algo voltado apenas para o público feminino, os homens também sofrem cobranças, sobre o início da vida sexual, a aquisição de um veículo, ingresso na faculdade, a “saída da casa dos pais”, etc.
O que se quer dizer é que, nós nos achamos no direito de cobrar os outros pelo certo, ainda que essa “cobrança” supere a própria decisão subjetiva da pessoa.

Se pararmos para pensar, é comum que uma mulher não queira casar, mas que deseje única e tão somente uma noite bem acompanhada, que queira apenas beber vinho e transar. Não é menos comum, que um homem decida ter sua primeira relação sexual após sua segunda década de vida ou que não queira deixar a casa dos pais, por não querer se relacionar com ninguém e, também, não querer viver só.

Qual o problema disso?

Não há. Uma mulher não é encalhada por não casar e um homem não é mimado por morar com os pais. Aliás, conheço homens que vivem nessa situação para continuar ajudando seus genitores. Que atitude bonita, ainda mais se levarmos em conta as “cobranças sociais” que suporta e pelas alcunhas que leva.

Temos que saber que o “certo para nós” não é uma verdade, não é uma regra. Quantas vezes achávamos que estávamos certos e, após um tempo, descobríamos que, indubitavelmente, estávamos errados?

Então, leitores, pensem e repensem antes de criar uma “cilada” dessa para algum conhecido. Mesmo porque, entre o certo e o errado, é sempre preferível errar.

(Artigo de autoria do leitor Aurélio Mendes)

Escrito por Dr. Love

Consultor amoroso, autor do livro Melhores Técnicas do Amor (disponível na página do Machos de Respeito no Facebook) e colunista do Segunda Opinião neste blog, onde descreve suas desventuras romântico-sexuais toda 2a-feira. Outras qualidades? Corinthiano roxo, heterossexual praticante e amante de um bom...basquete.

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