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NÃO NAMORE

-Não brinque com fogo, também.

namore

É preciso pouco tempo para sabermos quais as possibilidades para que se estabeleça uma conexão com uma pessoa nova, que estamos conhecendo. Podem ser enormes e logo de cara, em um papo solto com risos largos trocados mutuamente. Podem ser criadas através de uma conversa “ensaiada”, onde a vontade de que a noite não termine em nada é a única coisa em comum entre ambos. Ou podem ser nulas, te dando a oportunidade de cair fora antes de ser visto como um babaca insistente.
E a gente vai por aí, conhecendo uma, duas, sete pessoas novas por semana, algumas com uma boa conversa, outras nem tanto, umas lindas, outras nem tanto, umas que transam bem, outras…
E de tanto cavar este fundo de poço, começamos a nos fazer aquela pergunta que tanto ouvimos da irmã, da amiga e claro, da mãe: “Não tá na hora de sossegar?!”
Talvez esteja, afinal a vida não é uma festa como os cultuadores da vagabundagem gostam de pregar. Mas isso exige uma mudança na forma de nos portar perante as supostas oportunidades que cruzam nosso caminho. Aprender a dizer “não” é uma delas e talvez o primeiro e mais importante passo. Priorizar qualidade em detrimento da quantidade não é algo tão óbvio e simples quanto parece, por mais “pronto pra namorar” que você se considere.
Então, caso tiver a sorte de encontrar alguém que “te complete” (que bobagem…), se você acabar pensando nas tantas mulheres que vai deixar de comer por estar namorando, não namore. Se você se preocupar com o celular, para que ela não veja coisas comprometedoras nele, não namore. Se ela é uma gata de parar o trânsito e isso for fator determinante para você querer estar com ela, não namore. Se você estiver apenas querendo sossegar mesmo, ficar com uma pessoa só e conseguir se livrar da chatice de sair todo fim de semana pra “caçar”, não namore. Se você estiver cansado de “esperar por alguém especial” e pensa em dar uma chance para aquela guria que gosta de você, é legalzinha, mas não te atrai tanto, não namore.
Não namore por capricho. Só parta para um relacionamento sério se não houver nenhum questionamento a ser feito. Se for algo pleno, absolutamente recíproco e se você tiver uma certeza tão clara que não precise se convencer de nada.
Muitas vezes essa coisa de “ver no que vai dar” cria esperanças na outra pessoa que viram ilusões e depois, decepções. Cada um é responsável por si próprio, sim. Mas as pessoas são frágeis e ninguém tem o direito de brincar deliberadamente com sentimentos e muito menos, com tempo de ninguém.
Viva a vida sem estraçalhar ninguém pelo caminho, e enquanto a diversão casual ainda for divertida, mantenha-se nela.

 

*Ao som de Warrel Dane.

Escrito por Herr Brandt

Um Ted Mosby, disfarçado de Barney Stinson.

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