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DE ONDE NASCEM OS AMORES-FURACÃO?

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De onde surgem esses amores fulminantes? Amores que surgem de um mar de compatibilidade de interesses, de uma tormenta de emoções que em questão de dias toma conta de todos nossos pensamentos? Por onde andavam essas pessoas que chegam em nossas vidas como um furacão e abalam as estruturas em tão pouco tempo que parece que perdemos o chão? Te confesso que não tenho resposta a essas perguntas e também que não sou o melhor exemplo de alguém que se joga de cabeça em uma relação-furacão. E vou te contar porquê.

Primeiramente, ser solteiro hoje em dia é uma benção. Os carentões que me perdoem, mas diferentemente de outras épocas, a liberdade de fazermos o que bem entendemos é muito maior atualmente do que há algumas décadas. Temos a opção de ficar solteiros e ainda assim não nos faltar boas companhias. Até a internet evoluiu de uma maneira que podemos achar alguém disponível a um clique de distância (dá-lhe Tinder). Então, quando conhecemos alguém que realmente achamos que valha a pena deixar de ser solteiro, o trade-off é gigante. É preciso ser muito competente na arte de escolher um namorado/namorada para não se arrepender meia hora depois, ou melhor, na primeira sexta-feira de namoro quando todos seus amigos solteiros estão saindo e se divertindo com outros copos e outros corpos e você está lá jogado no sofá fazendo cafuné e vendo seriadinho romântico no Netflix.

Em segundo lugar, é muito difícil largar sua “rede de contatinhos”. Os bons solteiros, aqueles que já estão um bom tempo na pista e não sofrem do mal da carência dominical, em geral conseguem a duras penas manter uma rede de contatinhos para as horas vagas, sempre tendo um lanchinho disponível para quando bate a fome. Aí quando você encontra um amor-furacão e, do alto da sua solteirice, se vê obrigado a alterar seu status de relacionamento no Facebook da noite para o dia, como uma forma de avisar a toda sua rede “não me procure mais”, rola quase que um flashback inteiro da sua vida de solteiro na sua mente e de tudo o que vai perder ao clicar em “Em um relacionamento sério”. É um momento muito triste para um solteiro, por mais que a felicidade do namoro que se inicia seja enorme.

Agora meus amigos, quem vos fala é um solteirão convicto. Minhas análises nada mais são que uma reflexão de alguém que vê de fora essa enorme quantidade de gente apaixonada, que não se contém em apenas viver um romance, mas tem a necessidade de receber a aprovação de todos em suas redes e mídias sociais. É fácil falar da minha posição, mas se engana quem acha que por vezes, os amores-furacão não me abalam também. Costumo dizer que todo mundo está sempre indisponível para um relacionamento sério até que alguém valha a pena. Meu ponto aqui é que quanto mais solteiro, menos gente vale a pena. Porém quanto mais carente, maior sua suscetibilidade a sofrer abalos sísmicos de um amorzinho bem fraquinho na escala Richter da paixão.

Tome jeito. Namore muito, mas namore alguém que valha a pena. Sua solteirice tem uma valor inestimável, você só não está sabendo usá-la direito.

Escrito por Guilherme Archas

Colunista do Machos de Respeito, Editor-Chefe do Comquemsera.net, corinthiano, basqueteiro e heterossexual praticante.

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