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AO QUÊ NOS LEVA O AMADURECER

-Saber o que não queremos, é fácil.

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É engraçado nos darmos conta do quanto nos custa cada instante gratificante que vivemos. Deixar que cada momento passe com a devida apreciação e sabendo que o melhor que podemos fazer é ser e permanecer pacientes, ainda, deixando que tudo siga seu curso sem intercepções. É prazeroso e confortável, enquanto que há coisas a se aproveitar e outras que precisamos abrir mão, mas sem tanto esforço.

Maturidade representa lidarmos com situações até tê-las resolvido, de fato. Sem fugir ou “deixar pra lá”. As fases da vida não acontecem todas de uma vez e compreender as suas sequências respeitando cada uma com a nossa devida atenção e dedicação propicia um cenário em que possamos construir as bases da realização dos nossos sonhos. Ter expectativas realistas para conosco e para com quem nos acompanha, aceitando a responsabilidade por nossos próprios fracassos e sucessos enquanto indivíduos e também enquanto parceiros, sem esperar que a outra parte nos guie ou nos sirva a felicidade em uma travessa de prata. Consequentemente, não haverá culpa a ser delegada.

Imagino que o mais difícil para as relações seja o objetivo comum e tácito, necessário para mover ambos para a mesma direção, juntos, ainda que separadamente, mas imprescindivelmente originado do esforço mútuo. A maturidade tira de nós a esperança de perfeição, nos ensina que tudo tem seu preço e que devemos escolher bem quais batalhas merecem ser compradas e quais não valem a pena. As diferenças nos testam o tempo todo e nos obrigam a considerá-las em cada situação, promovendo nossa capacidade de compreensão e resiliência, tão raros na maioria dos casais que conhecemos.

A maturidade nos torna aptos a encarar nossas próprias frustrações, os desconfortos da convivência e superar tudo isso sem surtar, sem nos apoiar na apatia, ou numa pulada de cerca casual. Nos torna aptos a analisar as circunstâncias e sempre saber o que deve ser feito. E fazer. Permitindo que cada um persiga a sua própria liberdade e a viva nos seus interesses individuais, nas restrições do que concordou respeitar, permanecendo sem a pressão de uma porta trancada, mas permanecendo simplesmente pela vontade. Por saber que o que se quer, não está em outro lugar. Atitudes são extremamente contagiosas entre duas pessoas que convivem juntas, portanto, ao praticarmos o que acreditamos, suprimimos quaisquer dúvidas, dando espaço à confiança e ao apreço mútuo.

Pode-se dizer que a maturidade equilibra os nossos atos com aquilo que realmente somos, fazendo com que a outra pessoa nos perceba sem distorções e seja capaz de ver de fato se somos aquilo que ela realmente quer. E essa decisão é só dela.

O mundo está cheio de pessoas com as quais sabemos que não poderemos contar, se chegarmos a precisar algum dia. Não faz sentido permanecer ao lado de alguém assim. Alguém sem integridade pessoal não soma, então como dizem, “é melhor que suma”. Pessoas confusas, desorganizadas, com “compromissos” o tempo todo, nos farão esperar por um tempo forçado, sem qualidade e que no final, só servirá para alguns orgasmos (o que é bom, caso se contente com isso). A vida é muito curta para desculpas.

Por fim, a maturidade nos dá a oportunidade de sabermos o que queremos para nós, de percebermos o que a outra pessoa espera de nós, de convergirmos essas duas vontades em intersecções comuns, adequadas aos dois, com as individualidades respeitadas e preservadas, mas possibilitando um caminho a ser trilhado juntos que, se não levar ao pôr do sol, que ao menos tenha bons momentos apreciados, sem nos roubar a paciência.

 

*Ao som de Classic Jack.

Escrito por Brandt

Um Ted Mosby, disfarçado de Barney Stinson.

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