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A LIBERDADE DE SER VOLÚVEL

-Grandes liberdades exigem sólidas auto-estimas.

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Acho sensacional as mulheres se libertando cada vez mais dos padrões de conduta tão impregnados na nossa sociedade ao longo dos tempos. Elas já não crescem mais pensando em casar, ter filhos e cuidar da casa. Tem seus próprios sonhos, lutam por eles e se convencem de que não precisam de ninguém. Ótimo! Em paralelo a isso estão os homens contemporâneos, que também passam a mudar seus padrões de pensamento e pensamento. Não ligam mais tanto para o quanto a mulher é (ou não) casta, não querem alguém que seja dependente financeira ou emocionalmente e toleram cobranças cada vez menos.

Parece natural e óbvio que ambos evoluam, que abracem as mudanças, mas nem sempre há sinergia nisso.

Percebe-se uma enorme instabilidade naquilo que as pessoas querem e eu diria até que é raro encontrar alguém que saiba o que quer, com clareza e assertividade. As pessoas acostumaram-se a mudar de opiniões e desejos o tempo todo e sequer preocupam-se em ser honestas consigo mesmas, deixando se influenciar por tendências seguidas pela maioria, por mais estúpidas que possam ser. É tudo rápido, volátil, efêmero, e ser volúvel parece ter deixado de ser um defeito de caráter. Ok, todos são livres. Então é isso aí.

Se tem algo que não muda, são as reclamações.

As mesmas mulheres que se auto intitulam independentes, que pagam as suas contas, que se vestem como querem e são “muito bem resolvidas”, não aceitam que um cara não lhe dê a atenção que imaginam merecer. Ainda querem aquele homem do século XX, que faz uma cena de ciúme aqui e ali para se certificarem de que o cara só tem olhos para elas (no caso, ela – no singular). Pois bem, acontece que esse tipo de cara também está em processo de ser extinto. Os homens contemporâneos (em sua grande parte, obviamente) talvez não estejam assim, tão interessados em aguentar todo tipo de discussão e cobrança em prol do “fazer dar certo”, como os pais deles faziam. Talvez a maior dificuldade deles seja encontrar uma mulher com todas as características de “mulher livre” que saiba viver essa liberdade. Que tenha o pensamento alinhado com as atitudes do dia a dia, em detrimento da fragilidade emocional que deveria ter ficado nas mulheres do século passado.

Em miúdos, os homens que sabem (e querem) lidar com esse “novo modelo de mulher”, também são um novo modelo de homem, que não liga pro número de caras que já dormiu contigo, nem liga se você sair com outras pessoas enquanto ainda não tiverem um relacionamento formalizado. Porém, não vai tolerar a sua cobrança de atenção, nem mesmo a sua falta de habilidade em compreender que não desfruta de exclusividade, e achará patética qualquer tentativa de chantagem ou joguinho nesse sentido.

Este tipo de homem acha super sexy uma mulher exercendo a sua liberdade e super broxante uma mulher emocionalmente frágil.

Mas então, o que as pessoas querem? Impossível saber. Mas eu posso dar um palpite sobre o que eu acho saudável querer: diversão. Mas não a diversão superficial das festas, das baladas e da promiscuidade. Nem mesmo a diversão do sexo deliberado. Me refiro àquela diversão que te faz dar risada por estar na companhia de alguém que te é agradável naquele lugar e naquele momento. Que pode ou não, ser a mesma pessoa dos momentos futuros (e isso não deve ter importância), mas que valha a pena manter enquanto for divertido. A partir disso é simples: se houver cobrança (qualquer cobrança) de alguma das partes, é porque deixou de ser divertido, e a infelicidade começou a germinar.

Então se for para ser livre, dona de si, solteira ou com alguém, você só fará jus à essa liberdade se for capaz de ser autossuficiente emocionalmente, com uma boa autoestima para garantir a manutenção do seu “amor” próprio. Do contrário, pegue um cara com uma cabeça antiquada, mas não ache ruim quando ele reclamar do teu decote, ou do tamanho da tua saia.

 

 

*Ao som da conversa de duas amigas, na mesa ao lado, sobre “esses caras canalhas”.

Escrito por Herr Brandt

Um Ted Mosby, disfarçado de Barney Stinson.

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